
A lua cheia banhava seus admiradores com o brilho de sua luz.
Olhares de esperança, saudade, paixões não assumidas, lembranças do passado.
Era o quilômetro 24,78 da rodovia mais movimentada do estado.
O condutor da Kombi acreditava estar sozinho naquela viagem.
Um estado repleto de casas, luzes e pessoas — e ele ali, sozinho, observando a lua, conduzindo a Kombi, conversando com o próprio íntimo, como se estivesse realmente só.
A lua, testemunha de seu passado e dos seus atos.
A viagem demorou o dobro e será lembrada sempre que seu íntimo for sincero.
Algumas estradas, cidades e pessoas foram esquecidas pelo condutor.
Apenas a Kombi foi lembrada e levada naquela viagem.
Sândra Camilo 08-08-2009

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