quinta-feira, 9 de abril de 2026

Versión literaria: Vejo a luz acesa na Janela



Vejo a luz acesa na janela.
Caminhava com pressa para chegar —
até que ela me deteve, silenciosa.

Há um anseio estranho
que me envolve
e me devolve
a um outro lugar.

Sinto-me presa,
desolada,
sem ninguém a quem falar.

Meus olhos se fecham,
como se recusassem o mundo.

Minha alma se esconde,
recolhe-se de tudo.

As pernas tremem,
envoltas em arrepios
que nascem só de pensar.

A luz da janela, acesa, me enjoa —
porque eu sei
o que existe lá.

E, ainda assim,
é para lá que pertenço.

O Estadão é o meu lugar.

21/10/2014 — 22:05
São Paulo