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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Vejo a luz acesa na Janela



Vejo a luz acesa na janela.
Caminhava com pressa para chegar —
até que ela me deteve, silenciosa.

Há um anseio estranho
que me envolve
e me devolve
a um outro lugar.

Sinto-me presa,
desolada,
sem ninguém a quem falar.

Meus olhos se fecham,
como se recusassem o mundo.

Minha alma se esconde,
recolhe-se de tudo.

As pernas tremem,
envoltas em arrepios
que nascem só de pensar.

A luz da janela, acesa, me enjoa —
porque eu sei
o que existe lá.

E, ainda assim,
é para lá que pertenço.

O Estadão é o meu lugar.

21/10/2014 — 22:05
São Paulo

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Vejo a Luz Acessa da Janela





Vejo a luz acesa da janela, caminhava com pressa para chegar, até a luz me bloquear.

Um anseio estranho que me envolve e me devolve para outro lugar.

Sinto-me presa, desolada, sem alguém para falar.

Meus olhos estão fechados.

Minha alma se esconde do lugar.

As pernas se envolvem nos arrepios que tenho só de pensar.

A luz da janela acesa me enjoa, porque sei o que tem lá.

O Estadão é o meu lugar!

21/10/2014 - 22:05 - São Paulo

Sândra Camilo